quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vale de Horta-Abrantes-Vale de Horta

Dia 1- 3/11/2008


Uma nova aventura, diferente das habituais que ultimamente nos vêm a ser bastante comuns…desta vez a aventura foi só a dois, eu (Ricardo) e Nuno, resolvemos fazer um teste as nossas bikes e a nós próprios! Vamos lá então dar inicio ao relato destas pedaladas….

Na segunda-feira arrancamos do Vale de Horta com destino a Abrantes, primeiro ainda pensamos em rolar sempre pelo asfalto até Abrantes, já que as condições climatéricas não eram as melhores…mas depois lá nos resolvemos em ir pelo nosso meio natural, a lama, os trilhos, os estradões e sempre um lugar novo a descobrir, assim sendo seguimos pelo asfalto em direcção ao recinto de festa de Bemposta, aqui iniciámos uma longa subida já minha familiar (a tal subida de 1,5km até á Mata dos Ingleses), chegando á Mata dos Ingleses seguimos com objectivo de ir até São Miguel, os trilhos até São Miguel estão espectaculares, muita lama, muitas poças de água, grandes valas das maquinas da lenha, cinco estrelas! Finalmente chegámos á estrada que vai de Bicas para São Miguel, um pouco desnorteados perguntas a uma senhora que se encontrava no local onde nos encontrávamos, entretanto chegou um grupo de lenhadores que nos deram algumas informações sobre os caminhos ali da zona…no fim da das informações, pensámos em seguir em direcção ao Tramagal, se bem pensamos melhor o fizemos, mas passados alguns km resolvemos tomar caminhos em direcção a São Miguel, já que a noite estava a cair, assim partimos rumo ao desconhecida, após algumas loucas descidas e umas assustadoras subidas lá chegámos a São Miguel, aqui paramos para restabelecer forças com umas barritas e tirar umas fotos. Restabelecidas as forças seguimos então em direcção a Abrantes, já era noite e nós sem qualquer iluminação…mas mesmo assim foi espectacular a descida até á Arrifana, mas depois da descida veio a longa subida até Abrantes, resolvemos ir direito á cidade já que era um pouco arriscado ir pela estrada nacional sem qualquer luz de presença…Com estes imprevistos lá chegamos ao nosso destino, eu a minha casa e o Nuno á sua.

Assim sendo fizemos 40km, com a presença sempre ameaçadora de chuva e algum vento á mistura, com muita lama e com muita diversão pelo caminho…Desde logo ficou combinado para o dia seguinte a ida para o Vale de Horta.


Dia 2 – 4/11/2008


Finalmente um ponto de encontro diferente do habitual, desta vez foi no nosso amiguinho das lavagens das “burras”, Elefante Azul. A hora combinada para a partida era 14h30, mas devido a alguns efeitos da lama do dia anterior perdemos algum tempo com afinações. Afinações feitas iniciou-se o nosso regresso á nosso terra natal (15h00), assim sendo lá vamos nós a rolar pelo asfalto até á ponte das areias, dando inicio aqui aos trilhos em direcção ao Casal do Meirinho; atravessando aqui o Rio Torto, (desde aqui até ao final da nosso volta foi sempre com os pezinhos molhados…e não só); passando pelo Casal do Telhado; Casal do Caldeiro; seguindo então em direcção á Bemposta. Altura esta que o Nuno sugere e muito bem em irmos beber algu quente, lá fomos nós para o café mas próximo beber um belo UCAL quentinho. Feita esta pausa inicia se assim mais uma etapa do nosso percurso…desta vez em direcção ao Casalão, Chaminé, seguindo então por asfalto pela estrada que liga Chaminé a Agua Travessa, com o objectivo de tomar os estradões da estrada militar. Rolámos assim pelo alcatrão, ultrapassando uma subida longa mas muito rolante, continuando a pedalar até ao cruzamento da estrada militar, já a luz do dia era pouca e nós mais uma vez sem qualquer fonte de luz!

Entrada na estrada militar e já se adivinhava muita lama e muita água…o Nuno brindou me logo com uma espectacular queda, numa poça gigantesca saca um espectacular cavalinho que termina com ele a cair de costa dentro da dita cuja poça e um brutal voo de sua bike, apesar de muita aparatosa não se registou nada de grave (alguns arranhões, mão dorida…), seguimos então pela estrada militar em direcção á Concordança, foi poça a trás de poça, lama e mais lama, brutal mesmo e isto já com muita pouca luz…chegando á Concordança iniciamos os trilhos em direcção ao Vale de Zebro, por entre descidas e vales lá chegámos ao Vale de Zebro, seguindo assim em direcção ao Vale de Horta. Apesar de ser já noite, ainda tínhamos uma longa e complicado subida…e que subida, aqui teve que ser mesmo desmontar das bikes e empurrar até ate ao cimo do monte.

Chegámos ao Vale de Horta completamente enlameados, encharcados mas super satisfeitos com esta aventura…percorremos assim 43km, com muita loucura diversão e com trilhos fantásticos.


Total Distancia: 83km

Tipo de Percurso: ­­­­­20km em asfalto, restante em trilhos, estradões repletos

de lama, muita água, areia, cascalho, muita pedra…

Mecânica: nos últimos km ficamos ambos sem suspensão, já que a grande

quantidade de lama e água não perdoou; alguma dificuldade em

meter mudanças e alguns barulhos estranhos na transmissão.


Algumas fotos:











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