domingo, 29 de janeiro de 2012

Rompe pernas, alma,corpo...e muita satisfação no fim!

Boas amigos e companheiros de pedal! Cá estou mais uma vez para partilhar com todos vós mais uma das nossas saídas de BTT. O objectivo da volta de hoje era fazer cerca de 100km e um acumulado superior a 2000m positivos de subida, isto com vista à preparação e adaptação de alguns desafios para 2012...
Alinhavámos mais ou menos um percurso com vista a percorrer a Serra do Bando e Amêndoa, pois sabíamos que esta zona tem as condições ideias para chegarmos ao objectivo para a volta de hoje. Posto isto alinharam na volta, Paulican, Miguel (CabeçoDasÁguias) e eu (Ricardo)
Arrancámos de Abrantes, já o ponteiro passava das 10h...hoje foi saída há hora de lambão, também tínhamos o dia por nosso conta, nada de stress nem comprimento de horários.
Os primeiro quilómetros forma feitos por asfalto até à Quinta do Pouchão, fazendo assim um aquecimento das máquinas para o que nos aguardava. Seguimos pelos caminhos da Quinta em direcção ao Sardoal, o dia não poderia estar melhor, a fazer lembrar uma manhã de primavera.
Do Sardoal seguimos para o Vale do Zangão, descendo então o single track da pedra em direcção à Rosa Mana. Na passagem pelo belo single aproveitou-se para bater umas fotos nesta descida bastante técnica devido à sua muita pedra solta.
Continuamos a nossa progressão em direcção ao Casal da Adelia, Chã Grande com Monte Cimeiro em vista para a paragem matinal para o nosso cafezito. Chegados ao Monte Cimeiro vimos o nosso café ir à vida pois a tasca estava fechada...azar bebe-se mais uma pinga de água e segue-se viagem.
A próxima paragem foi o marco geodésico da Aboboreira, lugar com umas vistas esplendorosas...apenas se avistam serras e um verde imenso de se perder de vista, mas para alcançar este belo retiro foi preciso enfrentar uma parede daquelas!!!!!
Altura de registar a "conquista" deste marco
Curiosamente deste ponto conseguia-se ver ao longe quase toda a extensão do nosso percurso, mais uma vez confirmava-se o que pretendíamos não iria ser "banana", mas também se fosse "limpar o cu a meninos" também não valiam a pena as horas passadas em cima dos selins!
Ainda longe mas já bem mais perto já se avistam as torres eólicas da Serra do Bando, aguardam pela nossa breve chegada!
Do Marco da Aboboreira seguimos serra a dentro, por entre estradões e com descidas de por os travões me lume...descidas verdadeira mente alucinantes, onde o conta quilómetros marcavam valores que até provocam medo rsrsr!
Acabadas as descidas seguimos em direcção ao vale das Charcas da Lousa, passagem da charca e segue-se o segundo calvário, um quilometro de subida com piso, muito manhoso, com uma inclinação média de 10% e declive máximo de 15%, estão ver bem a menina a que me refiro...
Subida feita e aprovada com cinco estrelas! Vamos lá voltar mais vezes...
Refeitos da subida olhamos para o conta quilómetros e qual é nosso espanto que so deslumbramos apenas 25km...mau pensamos para nós estamos mesmo lesmas, viríamos depois a confirmar com o gráfico que nestes 25km já tinham 700m de acumulado de subida
Após mais umas descidas alucinantes por serras a baixo e mais um single track para por a adrenalina a funcionar. Segue-se a aproximação à subida para Serra do Bando, já durante a encosta damos que estamos sem água...mais uns metros e problema resolvido, água fresa e límpida para todos (passados uns tempos chegamos a conclusão que não "matava" a sede, contudo não nós fez mal)
Começa assim a subida, sempre com um bom andamento e com vistas fantásticas. Já meio da subida opta-se por atacar o cume da serra por um estradão diferente, os primeiros quilómetros foram muitos fixes com uma nova panorâmica da serra que desconhecíamos. Passados alguns metros apanhamos uma parede que levou mesmo a malta a por o pé no chão, ainda se tentou...mas era impossível!
Foram 200 metros bem penosos o nosso estado era o que se deslumbra na foto...mas o BTT tem disto também!
Alcançamos a primeira eólica, ainda se segue mais umas quantas até conquistar o ponto mais alto do dia. Antes de alcançar e atacar a ultima subida ainda ouve tempo de mais uma descida brutal.
Continua-se assim em subida, com um vento de norte bem fresquinho, a fazer com que as máquinas não entrem em sobre aquecimento.
Miguel a envergar no novo equipamento do Cabeço das Águias, estão de parabéns amigos está com grande pinta!
Fica assim conquistado o ponto mais alto do dia, foram 5km de subida com um acumulado de 400m, com um declive médio de 8%...foram estes ingredientes que tivemos de "mamar" para alcançar a cota de 684m.
Quem muito sobe muito desce...e não é que é mesmo verdade!!! Descida pelo Bando a baixo sempre com muita precaução, pois o piso por aqui é terrível, muita pedra solta lascada, curvas e contra curvas...mas com calma lá se chegou ao fim. Mal saímos de uma Serra começamos logo a atacar outra desta vez a Serra da Amêndoa. Até alcançar a aldeia da Amêndoa tivemos pela frente 12km quilómetros bem desgastantes com subidas curtas, mas duras e um piso terrível!
Chegados à Amêndoa aproveitamos para beber umas colas frescas e umas sandes de queijo e presunto e 3 cafézinhos para terminar
Ficam as Serras para trás e seguimos a todo o gás em direcção à Quinta das Laranjeiras, para dar início ao estradão até à aldeia da Lousa.
Entrada no estradão é feita a todo o gás, passados alguns metros sou presenteado com um rasgo no pneu de traz o liquido não conseguiu vedar o rasgo! Tira-se roda, limpe-se pneu, mete-se câmara e toca a andar, um pouco mais devagar para precaver possíveis furos, pois o rasgo era grandote facilmente se poderia furar a câmara de ar.
Termina-se o estradão com o inicio da subida do Burro, batizada pelo Paulican. Feita a subida e estamos na Lousa, segue-se assim a cascalheira até à ribeira do Codes.
Chegámos à ribeira e à ultima categoria de montanha do dia, a já conhecida subida ao cemitério de São Domingos. Ao fim de tantos empenos mais um de 3,8km e um acumulado de 380m positivos, como não chegava ainda se teve de juntar a isto paragens para dar ar na roda.
Não tivemos alternativa tivemos mesmo de mudar novamente a câmara , desta vez aproveitando a mestria do Paulican para providenciar um remendo para por na zona do rasgo do pneu para proteger a câmara de ar.
De São Domingos até Abrantes foi sempre a curtir pelos longos e rolantes estradões com velocidades extenuantes. Rapidamente chegámos aos Andreus seguindo então pelo caminho das hortas de São Simão até aos Casais de Revelhos, foram momentos de puro relaxamento e curtição do que já tínhamos apanhada até esta altura.


Chegados assim ao fim de mais uma épica volta de BTT, sem duvida alguma um bom treino e um percurso divinal com o que de melhor se encontra aqui pelas nossas bandas...foi duro, sem duvida que o foi; mas a satisfação no final fala mais alto que todo o resto. Os nossos conta quilometros e Gps do Miguel marcaram 98km e um acumulado de 2300m de subida realizado em 5h50m. Até breve....

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